(Pedro Paulo Marra)
(Foto: Divulgação)
Na mão, seu nome.
Se sentindo num show acústico,
debaixo do chuveiro até quando sai à rua,
Rosa versou pelo ar seu som lúdico.
Cantava ela, nua e crua.
Sua silhueta ganhou o sol como espelho.
Sombreou as folhas com seu cabelo.
Tocou as notas do violão com zelo.
Enquanto escrevia uma carta colando o selo.
Ela nunca foi de presentear-se.
Distribuía amor para quem passasse.
É aí em que as cartas ganham a cena.
Andando na rua, distribuía poesia.
Esse é o esquema.
Pediam mais declamações da varanda.
Pediam bis.
E ela toda branda,
compunha de matriz em matriz.
E o que tinha no selo?
"Poetisa urbana", escrito com seu cabelo.
Produção: 26 de setembro de 2016.

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