(Pedro Paulo Marra)
(Foto: wiki.softwarelivre.org)
Para chegar no topo da colina,
sofre até mesmo uma Ave de Rapina.
Sozinha, sem euforia a longitude é fascinante,
cada vez mais perto passa a ser gratificante.
No descanso, a guerra paúra, mas está ali!
Na sua mente ofuscada por um céu cheio de estrelas.
Um crepúsculo sombrio antecede uma noite fria de incertezas,
basta aquecer a ideia de subsistir, sem desistir.
Um olhar centrado aos longínquos picos cinzentos,
condiciona uma força mental e então, se deita à lona.
Propício aos erros e aficionado pelos acertos.
O sangue ferve no caldeirão mental das discórdias, sabendo da grandeza que o afronta.
Paralisado no paradigma do esforço, continua.
Silenciosamente por dentro a derrota sussurra,
fraco, fraco, fraco...
Abre um sorriso em respeito, mas determinado.
Agora, quando o sangue jorra como lágrimas,
soam ecos enfervecidos de palmas.
Como já foi parafraseado,
engatinhando a passos largos.
Suas asas parecem levantar voo com penas de titânio,
garras afiadas em busca de mais ganhos.
Rasantes de ficar impressionado,
não é uma ave qualquer, há de ficar admirado.
Seu grito resplandece ao seu redor.
Liberte-se do conforto e assimila o sofrer,
acredite, é necessário, basta você querer.
Voar sozinho sem se preocupar com o pior.
Sendo assim, uma estrela vai brilhar, mostrando quem está acima.
Só vai amar a escuridão caro irmão...
Quem reconhecer o brio do olhar penetrante de uma Ave de Rapina.
Produção: Março de 2015

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